quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009


Timor-leste

Timor-leste é um país em vias de desenvolvimento e um dos mais jovens do mundo. Tem como capital Díli e apresenta 800 mil habitantes. Possui um território de 18 mil km2, ocupando a parte oriental da ilha de Timor, a ilha de Ataúro, a norte de Díli e o ilhéu de Jaco, a leste do país. As únicas fronteiras terrestres que o país tem ligam-no à Indonésia, apresentando também fronteiras marítimas com a Austrália, no Mar de Timor, a sul. Geograficamente, o país enquadra-se no sudeste asiático, enquanto que do ponto de vista biológico aproxima-se mais das ilhas vizinhas da Melanésia, o que o coloca na Oceânia, fazendo de Timor uma nação transcontinental.

O país encontra-se dividido em 13 distritos administrativos:
1. Lautém
2. Baucau
3. Viqueque
4. Manatuto
5. Díli
6. Aileu
7. Manufahi
8. Liquiçá
9. Ermera
10. Ainaro
11. Bobonaro
12. Cova-Lima
13. Oecussi-Ambeno



O país é muito montanhoso e apresenta um clima tropical. A montanha mais alta do Timor é o Tatamailau, com 2.963 metros de altitude. Com chuvas dos regimes das monções, enfrenta avalanches de terra e frequentes cheias.
Conhecido no passado como “Timor Português”, foi uma colónia portuguesa até 1975, altura em que se tornou independente. Três dias depois, Timor é invadido pela Indonésia. Permaneceu considerado oficialmente pelas Nações Unidas como território português por descolonizar até 1999. Foi, porém, considerado pela Indonésia como a sua 27.ª província com o nome de "Timor Timur". A 30 de Agosto de 1999, cerca de 80% do povo timorense optou pela independência em referendo organizado pela ONU, tendo esta independência sido oficialmente reconhecida em 20 de Maio de 2002.
A língua mais falada em Timor-Leste era o indonésio no tempo da ocupação indonésia, sendo hoje o tétum (mais falado na capital). O tétum e o português formam as duas línguas oficias do país, enquanto que o indonésio e a língua inglesa são consideradas línguas de trabalho pela actual constituição. Devido à recente ocupação indonésia, grande parte da população compreende a língua indonésia mas só uma minoria o português.
Em termos políticos, Timor apresenta uma república parlamentarista. O seu presidente é José Ramos Horta, enquanto que o seu primeiro-ministro é Xanana Gusmão.


Clima

Timor-leste possui um clima de características equatoriais, com duas estações anuais determinadas pelo regime de monções. A fraca amplitude térmica anual é comum a todo o território e só a precipitação varia a nível regional. Podem considerar-se três zonas climáticas: a zona do norte, que é a menos chuvosa (menos de 1500 mm anuais) e a mais acidentada, com uma estação seca que dura cerca de cinco meses; a zona central, que é uma zona montanhosa que regista uma elevada precipitação e um período seco de quatro meses e a zona do Sul, a qual é uma zona acidentada com planícies de grande extensão expostas aos ventos australianos, sendo bastante mais chuvosa do que o Norte da ilha e tendo um período seco de apenas três meses.


Cultura

A cultura de Timor-Leste reflecte inúmeras influências, sobretudo a influência portuguesa (tradição Católica) e a influência da Malásia. A cultura timorense é fortemente influenciada por lendas, como por exemplo, a lenda segundo a qual um gigante crocodilo foi transformado na ilha de Timor, sendo esta frequentemente designada de Ilha do Crocodilo. O analfabetismo ainda é generalizado, mas há uma forte tradição de poesia. No que diz respeito à arquitectura, alguns edifícios de estilo português podem ser encontrados, junto com os tradicionais totens em casas da região oriental. O artesanato também é generalizado, principalmente a tecelagem.


Miguel Cristino, 8ºA

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